Animais Que ja Foram Extintos do Planeta

Tigre Dentre de Sabre

Estes felinos variavam bastante em tamanho, mas a espécie maior, sul-americana, Smilodon populator tinha exemplares que mediam mais de três metros de comprimento e pesavam cerca de 400 quilogramas, sendo maiores e mais robustos do que um leão adulto.

Eram estritamente carnívoros, e os seus dentes caninos superiores podiam medir até vinte centímetros de comprimento. Possuiam uma articulação especial da mandíbula que a permitia abrir num ângulo de até 95°.

Parece que este desenvolvimento dos caninos permitia ao animal, que possuía patas dianteiras extremamente musculosas para imobilizar a presa, dar uma mordida na garganta da sua vítima que rompia rapidamente os vasos sanguíneos e fechava a traquéia, acelerando a morte e evitando cuidadosamente uma mordida na coluna que faria com que os caninos se partissem ao chocarem-se contra ossos.

Subsidiariamente, os incisivos destes animais encontravam-se projetados para a frente, para permitir-lhes cortar a carne de suas presas já mortas sem lesionar os seus caninos, o que fazia com que estes felinos apresentassem uma face mais comprida do que as espécies modernas do mesmo porte.

Há evidências de que os Smilodon tivessem um comportamento de grupo, semelhante ao dos leões, dado que exemplares fósseis apresentam fraturas consolidadas, evidenciando que possam ter partilhado de presas abatidas por outros exemplares da espécie até se curarem de suas lesões.


Os mamutes

Pertencem à mesma família dos elefantes atuais e, tal como eles, possuíam trombas e presas de marfim. Extintos ao final da última Era Glacial, cerca de 10 mil anos atrás, registros fósseis e arqueológicos encontrados na Europa, América do Norte e Ásia permitiram com que soubéssemos um pouco mais sobre esses animais. Sabe-se, por exemplo, que existiram pelo menos seis espécies destes indivíduos:Mammuthus columbi, Mammuthus primigenius, Mammuthus meridionalis, Mammuthus trogontherii, Mammuthus exilis, Mammuthus imperator e Mammuthus calvanus.

Habitantes de regiões de clima temperado e frio da América do Norte, Europa e Ásia, os Mammuthus possuíam corpo robusto e coberto por pelos, e se alimentavam de plantas (eram herbívoros). Esses animais faziam parte da dieta de indivíduos pré-históricos, sendo aproveitada a pele para a confecção de vestimentas. 
Há alguns anos, na Sibéria, foi encontrado uma fêmea filhote, em excelente estado de conservação. Esta descoberta criou condições para que muitos cientistas pensassem na possibilidade de se criar clones de mamutes. 
No fim do ano de 2008, foi anunciado o sequenciamento de cerca de 70% do código genético do Mammuthus primigenius, o último do gênero a ser extinto. Os responsáveis pelo estudo, cientistas da Rússia e Estados Unidos, utilizaram amostras de DNA do pelo de dois mamutes encontrados também na Sibéria. Eles descobriram que o genoma de elefantes e mamutes possuem apenas 6% de diferença.


Tigre da Tasmânia (Thylacinus cynocephalus)

Este mamífero, também conhecido como lobo da Tasmânia, talacino, lobo marsupial ou Tigre da Tasmânia era um carnívoro marsupial nativo da Austrália. O último exemplar capturado vivo foi vendido ao Hobart Zôo da Tasmânia em 1933 e morreu em 1936. Recém então o Governo da Tasmânia havia declarado o "espécie protegida", mas já era muito tarde.
O tilacino era muito parecido com os canídeos de outros continentes, apesar de não ser aparentado com nenhum deles. Era um carnívoro adaptado à captura de presas de tamanho pequeno ou médio. Tinha um corpo estilizado, patas finas e rabo igualmente delgado. Sua pelagem era curta com riscas negras ou marrons na parte traseira, daí o nome de tigre. As mandíbulas podiam abrir-se até extremos assombrosos, quase como as de um réptil, e era dotado de 46 dentes.
Antes da chegada dos colonos ingleses e dos dingos, o tilacino não tinha concorrência, mas não pôde fazer frente ao novo competidor. Os ataques aos rebanhos de ovelhas fez com que os pastores e o próprio governo colonial os considerasse pragas necessárias de extermínio. E conseguiram antes da primeira metade do século XX.

Quagga (Equus quagga quagga)

Esta espécie de zebra extinguiu-se completamente na África do Sul aproximadamente em 1870. Tinha uma pelagem parda (sem riscas) no lombo nos traseiros, e de riscas negras na cara, pescoço, costados e crinas, como têm as demais zebras. O ventre e as patas eram inteiramente brancos. Semelhante pelagem fez com que em 1788 fosse classificada como uma raça a parte.
Os quaggas viviam em manadas no sudeste da África do Sul. Seu nome procede da língua dos Khoi e é basicamente uma adaptação do ruído característico emitido pelo animal.
Os quaggas foram caçados pelos primeiros colonos holandeses, para aproveitar sua carne e pele. Em meados do século XIX foram mortos milhares de exemplares como parte de um plano de extermínio de animais selvagens. Esta política tinha como objetivo aproveitar as terras onde pastavam os quaggas para alimentar gado doméstico. A população destes animais decresceu rapidamente, e em 12 de agosto de 1883 morreu o último quagga que vivia em cativeiro no zôo de Amsterdã.
Seu DNA, estudado no Smithsonian provou que o quagga era uma subespécie da zebra de planície, que se definiu como raça entre 120 e 290 mil anos atrás. Hoje só resta uma fotografia deste animal, tirada em 1870 no zôo de Londres.

Urso do Atlas (Ursus arctos crowtheri)

O urso do Atlas era uma subespécie de urso pardo. Habitava na cordilheira do Atlas, desde a Tunísia até o Marrocos. Trata-se do único urso que habitou a África em épocas recentes, onde chegou do Oriente no Pleistoceno.
Tinha um tamanho muito menor que outros ursos pardos. Sua pelagem era escura, praticamente negra, no dorso e cinza nas patas e nas costas. Alguns textos romanos mencionam como "abundantes" na cordilheira do Atlas, uma região que nessa época estava coberta por bosques de pinheiros. Inclusive pode ser visto representado em mosaicos romanos dessa época, e possivelmente tenha sido usado nos espetáculos do circo romano.
A caça e a destruição de seu hábitat natural praticamente já tinham exterminado com a espécie quando foi estudado cientificamente pela primeira vez. Em 1830, o rei de Marrocos tinha um exemplar em cativeiro, e o último relatório de um avistagem de um destes ursos foi em 1867, próximo a Edough, na fronteira entre o Marrocos e Argélia. Não viveram para serem fotografados.

Tartaruga-Gigante-de-Rodrigues (Cylindraspis vosmaeri):

giganterodrigues

A Tartaruga-Gigante-de-Rodrigues foi considerada extinta em 1802.

Este jabuti era endêmico da Ilha de Rodrigues, que faz parte das Ilhas Maurício, no Oceano Índico, a 1500 km a leste da costa de Madagascar.

A carapaça da Tartaruga-Gigante podia atingir 94 cm de comprimento e 81 cm de largura, e podiam alcançar 1,20 m de altura. O peso chegava até os 12 kg. Sua principal característica era o longo pescoço terminado em uma pequena cabeça. Supõe-se que viviam em grupos de até 3000 indivíduos.

A ilha de Rodrigues foi descoberta por portugueses em 1528. Estas tartarugas tornaram-se parte da dieta dos navegantes, pois aguentavam mais de 15 semanas sem água ou alimento, sendo uma fonte de carne fresca e saborosa. A captura destas Tartarugas-Gigantes tornou-se um problema para manter a viabilidade da espécie. A caça aumentou drasticamente entre 1730 e 1770, supondo-se que mais de 280.000 animais foram retirados da ilha neste período. Este período de super-exploração deveu-se aos relatos de um náufrago, que chamou a atenção de franceses e ingleses para as ilhas e suas riquezas naturais (entre elas as tartarugas).

As espécies invasoras também contribuíram para sua extinção com a degradação de seu habitat. Só foi possível reconstituir um animal a partir de restos encontrados nas cavernas da ilha. Como este animal tem uma grande longevidade (supõe-se que vivam até 200 anos), ainda acredita-se que possa existir algum exemplar em um zoológico particular.

Tilacino ou lobo da Tasmânia

Também chamado de tigre da Tasmânia por causa das listras, o tilacino é o símbolo dos animais extintos do século XX, ele desapareceu em 1936.

thilacino

Alca gigante (Pinguinus impennis)

Foi a espécie maior das alcas, até que foi extinto em 1844. Conhecido como "alca imperial", "grande pingüim" ou simplesmente "pingüim".
Foi muito abundante na época romana ao longo da costa do Oceano Atlântico, desde a Flórida até a Groenlândia, incluindo Islândia, Escandinávia, as Ilhas Britânicas, Europa Ocidental e Marrocos. Também podia ser encontrado em todo o Mar Báltico e ao oeste do Mar Mediterrâneo.
Os exemplares adultos mediam ao redor de um metro de altura, e sua plumagem era negra nas costas, pescoço e cabeça. Ao lado destacavam duas manchas brancas, o que lhe conferiu o nome o nome: pen gwyn que significa precisamente "cabeça branca" em gaélico. As patas eram escuras e palmeadas. Seu bico, que utilizava para caçar debaixo d’água, era muito robusto. O traço mais distintivo destas aves era sua incapacidade para voar e sua adaptação ao mergulho.
Justamente sua incapacidade de voar, e o saboroso de seus ovos significou seu fim: vítimas da caça indiscriminada, no final do século XVI o alca gigante já tinha desaparecido da Europa continental e na América do Norte só abundava ao norte de Nova York. Em 1758 era um animal sumamente raro e em 1800 só podia se visto na Islândia.
Quando dois barcos atracaram na Islândia em 1808 e 1813, na época do ano em que punham seus ovos, foi selada a sua sorte. O último casal vivo destes animais foi visto em 2 de junho de 1844.

Tigre persa (Panthera tigris virgata)
O tigre persa era também conhecido como "tigre do Cáspio"”. Habitava a região compreendida pela península de Anatólia, o Cáucaso, o Kurdistão, norte do Iraque e Irã, Afeganistão e grande parte da Ásia Central (até a Mongólia). Esta subespécie de tigre era uma das maiores, só era menor que o tigre siberiano e o de bengala.
Sua pelagem era amarela ou dourada, com zonas brancas nas costas e cara. As riscas tinham uma cor marrom e no inverno a pelafgem da cabeça crescia para ajudar a suportar o frio das montanhas asiáticas. Isto lhe proporcionava uma característica de "barba” na zona das bochechas.
Os machos pesavam entre 169 e 240 kg, com 2.65 a 2.95 metros de tamanho. Nas fortes patas estavam as garras excepcionalmente longas, maiores que as de qualquer outro tigre.
Com o progressivo aumento da população humana, o tigre reduziu sua área de ocupação. Quando os czares da Rússia ocuparam as terras fronteiriças da Ásia Central e do Cáucaso, ordenaram ao exército para exterminá-lo. A desflorestação produzida pelos colonos encarregou-se dos poucos que sobreviveram ao extermínio. O último avistamento foi no Tadjikistão em 1961.

O celacanto, um monstro marinho de verdade
No ano de 1938 um grupo de pescadores apanhou um peixe diferente de todos os que conheciam. Grande, azul-escuro, com escamas parecendo uma couraça e grandes olhos azuis, era tão estranho que um dos pescadores o levou para a curadora do museu de história natural de East London, na África do Sul. Incapaz determinar a espécie do peixe ela escreveu para um professor que o identificou como um celacanto, que se acreditava estar extinto a pelo menos 70 milhões de anos. A publicação dos resultados abalou o mundo científico da época. O monstro pré-histórico vive nas águas profundas da costa oriental da África do Sul, ilhas Comores, no Canal de Moçambique, no Oceano Índico ocidental e na Indonésia. Eles podem passar facilmente dos dois metros de comprimento, mas apesar disso nunca ouve um registro de ataque a seres humanos.

Celacanto


O Dodô


   Era um pássaro que vivia nas Ilhas Maurícia, localizada na costa da África. Esta ave desapareceu no século 17 com a chegada dos colonizadores ao seu habitat. Parecido com um pombo gigante e um pouco maior que um peru, o dodô pesava cerca de 20 quilos e fazia parte da família Raphidae. Suas penas possuíam variações de cores, sendo geralmente brancas como também com tons de cinza e preto. Tinha um bico alongado e recurvado na ponta e sua dieta era basicamente a base de peixes, sementes e frutas. Contendo asas pequenas e frágeis, que foram atrofiando com o tempo, os dodôs perderam a habilidade de voar. Eram aves mansas e inofensivas. Isto porque os dodôs não tinham predadores naturais nas Ilhas Maurícias.

17 Comentários

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17 Respostas para “Animais Que ja Foram Extintos do Planeta

  1. nosssssssssssssaaaaaaaaaaa os humanos sao mals

    • a prigisosaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Jaciiane

    Foii muito boa essa pesquisa pos fala sobre animais extintos e foii muito bom pois espero tirar 10 no trabalho da escola !!

  3. Jaciiane

    E fala sobre o que os humanos fez com os animais os seres humanos são muito mal nem todos mais a maioria !!

  4. hi my i go the bathroom!!!

  5. voces alunos que nao gosta de estudar estao com prigica de copia tudo isso gostei muito de fazer este trabalho sobre animais que ja foi em esticao

  6. yasmin

    coitadinhos deviam sofrer tanto antigamente

  7. nossa esse passaro dodô fas pouco tempo q foi extinto coitado

  8. icaro

    da hora mui lokooooooooooooooooooooo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  9. que pena que eses animais foram extinto

  10. cassio

    o tigre dente de sabre e um dos q eu mais gosto mais todos ele foi extintos e nao existem mais q pena :( :(

  11. may

    e o dinossauro kade? ja foi extinto tambeeim pow

  12. rockeirinha pop...

    kkkkk…esses animais soa feios pra caramba tu é lezo…

  13. LJKHN

    nooooooooooooooooooossa que tigre liIiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo!!!!!!!!!!!!!!

  14. BVHGJ

    O TIGRE E MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO BONITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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